Estratégia
Nome descritivo ou criativo para o seu serviço: qual o cliente entende?
O nome do serviço precisa ajudar o prospect a entender o que está sendo oferecido. Veja como testar a compreensão e quando um nome próprio de método ajuda ou atrapalha.
Vale testar um nome híbrido: um nome descritivo na frente, que diz o que a empresa faz, e, se fizer sentido, um nome próprio para o método logo depois. Se o cliente não conhece a empresa ou o método, verifique se o nome criativo sozinho explica a oferta. Como isso depende do seu público, a decisão fica mais segura quando é testada do que quando é debatida internamente.
Este texto trata apenas do nome dado a serviços e métodos. O que entra em cada pacote e como vendê-lo é outro assunto, abordado em como montar um pacote de serviço.
Por que o vocabulário do cliente importa
O Google, em seu guia de SEO para iniciantes, observa que pessoas com níveis diferentes de conhecimento sobre um assunto pesquisam com palavras diferentes (o exemplo dado é alguém procurar "charcutaria" e outra pessoa "tábua de queijos"). A lição aplicável ao seu caso é que o termo que a equipe usa no dia a dia pode não ser o termo que o cliente usa ao descrever o problema.
Considerar o vocabulário do leitor não garante mais buscas por um nome descritivo. Para saber como o seu público fala, vale conferir os termos de pesquisa reais do seu site (por exemplo, no Search Console), as perguntas que chegam por e-mail ou WhatsApp e as palavras usadas nas conversas comerciais.
Roteiro de teste de cinco segundos
O teste serve para detectar confusão evidente. A amostra é pequena e não permite concluir qual nome vende mais. Use de cinco a oito pessoas, entre clientes atuais e prospects, e evite colegas da equipe.
- Mostre apenas o nome do serviço, sem descrição, por cerca de cinco segundos.
- Esconda o nome e pergunte: "Em uma frase, o que você acha que esse serviço faz?"
- Pergunte: "Para que tipo de empresa ou situação ele serviria?"
- Mostre o nome com uma linha de apoio e repita a primeira pergunta.
- Anote as palavras exatas que a pessoa usou, sem corrigir nem explicar.
Há um cuidado de método. A NN/g lembra que o que as pessoas dizem difere do que fazem, e que quem é questionado tende a inventar opinião sobre qualquer coisa. Por isso, evite perguntas como "você gostou do nome?" e prefira as que pedem interpretação. Se quiser aprofundar a conversa com clientes, há mais em pesquisa com clientes para decidir.
Como decidir entre as três opções
| Opção | Quando tende a ajudar | Quando tende a atrapalhar |
|---|---|---|
| Descritivo (ex.: hipotético "Diagnóstico de funil comercial") | Cliente ainda não conhece a empresa e compara fornecedores | Se o termo for genérico, pode ser difícil se diferenciar |
| Nome próprio do método (ex.: hipotético "Rota Norte") | Cliente já confia na marca e o método é realmente distinto | Se ninguém sabe o que significa e o nome aparece sozinho em páginas e propostas |
| Híbrido (ex.: hipotético "Diagnóstico de funil comercial: método Rota Norte") | Quando você quer entendimento imediato e uma marca própria | Se o nome ficar longo demais ou dividir o foco |
Com as respostas em mãos, avalie: se a maioria das respostas ao passo 2 descrever algo diferente do que o serviço faz, o nome sozinho não está comunicando. Nesse caso, o híbrido costuma ser o caminho mais seguro. Se as respostas já se aproximam, o nome pode ficar como está.
Nome próprio e busca
Quem ainda não conhece seu método dificilmente vai pesquisá-lo pelo nome. Por isso, títulos de página, endereços e textos de link que descrevem o serviço com palavras do cliente ajudam a explicar o conteúdo a pessoas e a buscadores, conforme o guia do Google. O nome próprio pode aparecer como complemento, sem substituir a descrição.
Liste seus três principais serviços, aplique o roteiro com cinco pessoas e compare as frases que elas escreveram com o nome atual. Onde houver distância grande, teste uma versão híbrida na mesma rodada antes de mudar qualquer material.

