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DSA adiado para fevereiro de 2027: manter, migrar ou esperar?
O prazo maior para o DSA não elimina a transição. Um inventário de páginas, dependências e regras ajuda o dono a escolher o momento da migração sem decidir sob pressão.

Se a campanha com DSA está estável e ainda faltam dependências mapeadas, mantê-la enquanto prepara a transição é uma opção. Migrar agora também pode fazer sentido quando há um motivo concreto, medição adequada e uma forma de comparar resultados. A decisão deve ser tomada campanha por campanha, usando o prazo anunciado para organizar o trabalho.
O que mudou no cronograma
Em atualização de 11 de junho de 2026, o Google informou que o sunset e o auto-upgrade dos anúncios dinâmicos de pesquisa (DSA) para o AI Max começam em fevereiro de 2027, após o feedback de anunciantes que pediam mais tempo. O texto original, de abril, falava em setembro, e é a atualização que vale.
O mesmo aviso traz um ponto que costuma passar despercebido: campanhas que usam recursos criados automaticamente (ACA) e a configuração de broad match no nível da campanha continuam com auto-upgrade a partir de setembro de 2026. Por isso, o adiamento vale para o DSA, e não para tudo o que é parecido com ele.
Três coisas que parecem iguais e não são
Broad match no nível da campanha é uma configuração da campanha inteira. A correspondência ampla de palavra-chave é o tipo de correspondência aplicado a cada palavra-chave. Quem tem apenas palavras-chave em correspondência ampla não está, só por isso, na configuração que o Google cita no aviso. Vale conferir nas configurações de cada campanha.
Outro cuidado: remover o ACA não resolve o assunto do DSA. O ACA gera recursos de anúncio automaticamente, enquanto o DSA escolhe páginas e termos a partir do conteúdo do site. Desligar um não faz o outro desaparecer, e os dois têm cronogramas diferentes.
Sobre dados de produto, a documentação consultada não apresenta um feed estruturado como exigência para migrar de DSA para o AI Max. O que ela descreve é a conversão de grupos dinâmicos em grupos padrão, a transformação dos anúncios em responsivos e o uso do conteúdo do site e da página de destino. Então o feed não precisa entrar na lista de pré-requisitos por padrão.
Inventário antes da decisão
A documentação de ajuda do Google informa que, no upgrade, regras legadas de URL como "o título da página contém" viram somente leitura, e que segmentações de DSA incompatíveis também ficam assim. Isso significa que o que hoje está configurado deve ser registrado antes de qualquer mudança. Esta é uma proposta de roteiro, não um método da fonte:
| Item a levantar | Pergunta | Por que importa |
|---|---|---|
| Campanhas com DSA | Quais existem, com que orçamento e qual objetivo? | Define o que entra na transição e em que ordem. |
| Páginas segmentadas | Quais URLs ou regras o DSA usa hoje? | Regras legadas ficam somente leitura após o upgrade. |
| Páginas que não devem receber tráfego | Há páginas institucionais, de vagas ou desatualizadas? | Exclusões de URL são um controle disponível no AI Max. |
| Termos de marca | Há campanhas separadas para marca? | Há controles de marca no AI Max, mas é preciso decidir como usá-los. |
| Anúncios com recursos fixados | Alguém depende de textos fixos por exigência jurídica ou comercial? | A expansão de URL final pode fazer os recursos fixados não serem respeitados. |
| Medição | A estratégia de lances usa conversões e a conversão reflete o negócio? | A documentação indica lances baseados em conversão para esses recursos funcionarem bem. |
Essas respostas não dizem se a conta está certa ou errada. Servem para que a decisão seja feita com dados da própria operação. Para quem quer entender melhor o quanto de controle abrir a automações desse tipo, o texto automação de anúncios com controle aprofunda o raciocínio.
Manter, migrar ou esperar: como decidir
- Manter por ora costuma fazer sentido quando o DSA está estável, tem pouco orçamento ou depende de regras de URL complexas que ainda precisam ser mapeadas. O risco é adiar a análise até perto do prazo.
- Migrar uma campanha piloto faz sentido quando há uma campanha de DSA relevante, mas isolável, e a medição de conversões está confiável. O Google menciona experimentos de um clique para testar o impacto, e vale usá-los para comparar, sem presumir ganho.
- Esperar com preparação é uma escolha legítima se o inventário está pronto, os responsáveis definidos e há uma data interna de revisão bem antes de fevereiro de 2027.
Um exemplo hipotético: uma empresa de software com duas campanhas de DSA, uma para páginas de blog e outra para páginas de produto. Pode testar primeiro a campanha de produto, onde as conversões são mais claras, e manter a de blog até que as exclusões de URL estejam definidas. A comparação deve olhar o mesmo período e o mesmo objetivo, e uma diferença observada nesse teste não prova sozinha que o AI Max foi a causa.
A comparação publicada pelo Google aponta média de 7% mais conversões ou valor de conversão, com CPA ou ROAS semelhantes, para a suíte completa do AI Max frente à correspondência de termo isolada. É uma comparação do fornecedor, não uma previsão para sua conta nem uma comparação com DSA.
Exercício para esta semana: liste suas campanhas de DSA e, ao lado de cada uma, escreva em uma linha qual página não deveria receber tráfego e quem aprova a mudança. Depois, escolha a data em que a decisão entre manter, migrar ou esperar será revisada.


