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Novo relatório do AI Max: o que pedir antes de confiar nos dados
Ver a busca, o anúncio e a página na mesma tela pode facilitar uma revisão. Ainda falta saber o que aconteceu com o contato depois do clique.

O Google anunciou, em 23 de setembro de 2026, um relatório para reunir o termo pesquisado, o criativo exibido e a página de destino. A proposta interessa a quem precisa entender o que seus anúncios estão prometendo. Antes de incluí-lo na rotina, porém, peça uma demonstração na sua conta: o anúncio deixou detalhes de disponibilidade para depois.
Qual pergunta essa visão ajuda a responder
Imagine uma empresa hipotética que vende implantação de software. Uma pessoa pesquisa uma solução pronta para contratar, vê um anúncio sobre consultoria e chega a um artigo educativo. Cada elemento isolado pode parecer aceitável, mas a sequência merece revisão: a página responde ao que a busca e o anúncio fizeram a pessoa esperar?
O relatório anunciado oferece uma forma de observar essa sequência. Nossa sugestão é começar pelas combinações que consomem orçamento relevante e conferir se a oferta faz sentido de ponta a ponta. A análise identifica situações a investigar; ela não revela sozinha por que alguém comprou ou desistiu.
| Parte da sequência | O que conferir | O que isso não prova |
|---|---|---|
| Busca | O pedido tem relação com um serviço atendido? | Que toda pessoa usando esse termo está pronta para comprar |
| Criativo | A mensagem descreve uma entrega que a empresa sustenta? | Que a promessa foi o motivo do contato |
| Página | O destino responde ao pedido e explica o próximo passo? | Que quem chegou virou um cliente |
O AI Max continua sendo uma decisão de campanha
A documentação do Google descreve o AI Max como uma camada nas campanhas de Pesquisa, com controles para correspondência de termos e otimização de recursos. Ele não é uma versão renomeada do Performance Max. Essa distinção evita pedir ao time uma comparação entre configurações que cumprem papéis diferentes.
Peça ao responsável uma relação das funções que estão ligadas, quais páginas podem receber tráfego e quais limites foram definidos. Não basta responder “estamos usando IA”. A decisão relevante é quais alterações o sistema pode fazer e como a empresa vai perceber quando uma delas não corresponde à oferta.
O AI Brief apareceu no mesmo anúncio de setembro, ainda como beta fechado, com expansão de idiomas incluindo português. Isso não significa que toda conta brasileira tenha acesso. Trate a possibilidade como algo a confirmar, sem condicionar a revisão da campanha a uma ferramenta que talvez não esteja disponível.
Como levar o relatório para uma conversa comercial
Escolha uma combinação de busca, anúncio e destino e acompanhe os contatos que puderem ser associados a ela. Registre o que o comercial encontrou: pedido atendido, serviço fora do escopo ou informação insuficiente. Se a associação não existir, mantenha essa lacuna explícita; não distribua as vendas entre campanhas por aproximação.
Uma combinação com muitos cliques e poucos clientes pede investigação de oferta, qualificação e medição. Isso não autoriza concluir que o relatório novo melhorou ou piorou as vendas. Comparações também precisam considerar orçamento, período, mudanças na equipe e tempo até o fechamento.
Antes da próxima reunião, peça três materiais: uma demonstração do recurso disponível na conta, um exemplo completo da sequência e o registro comercial correspondente, quando houver. Se o novo relatório ainda não estiver acessível, o time pode explicar o que consegue verificar com os dados atuais e o que permanece sem resposta. O artigo sobre controle da automação de anúncios ajuda a organizar essa divisão de responsabilidade.



