Aquisição

Lista de empresas no LinkedIn Ads: quais contas carregar primeiro

Antes de subir a planilha, é preciso decidir quais empresas entram e quantas a plataforma pede. Veja critérios para montar a primeira lista e como medir se as contas avançam.

Da seleção ao avanço das contas. Pontuar empresas: Potencial, acesso e histórico Separar camadas: Prioritárias e perfil parecido Checar o alcance: Comparar com o estimado na plataforma Ler os estágios: Mesma janela, sem assumir causa
Ampliar diagrama

A primeira lista de contas deve reunir as empresas em que você tem mais motivos para concentrar atenção, e não todas as que parecem interessantes. Uma forma de decidir é pontuar cada empresa em três perguntas: quanto ela pode valer para o negócio (potencial), se você consegue chegar a pessoas que influenciam a compra (acesso) e o que já aconteceu entre vocês (histórico). A pontuação abaixo organiza essa escolha dentro da sua equipe. O que a plataforma recomenda sobre o tamanho da lista também entra na conta, porque muda o modo de montá-la.

O que o LinkedIn recomenda para listas de empresas

Nas boas práticas de Matched Audiences, o LinkedIn descreve o Company Targeting como recurso para campanhas de ABM: você envia um arquivo CSV com nomes de empresas e a plataforma cruza essa lista com as páginas de empresa existentes. A página recomenda combinar a lista com atributos como cargo ou senioridade, sem exagerar nos filtros. Ela também orienta incluir ao menos 1.000 empresas no CSV e manter o público acima de 50 mil para Sponsored Content e Text Ads, ou acima de 15 mil para Message Ads, conferindo o alcance estimado no Campaign Manager.

Esses números são orientações de boas práticas do LinkedIn, sem garantia de entrega. Mesmo assim, eles criam uma tensão prática: uma lista de vinte ou cinquenta contas escolhidas a dedo tende a ficar bem abaixo do que a página sugere. Por isso, vale separar duas camadas. A primeira são as contas prioritárias, que o comercial acompanha uma a uma. A segunda é o público carregado no LinkedIn, que pode incluir também empresas com perfil parecido ao das prioritárias (mesmo setor e porte aproximado, por exemplo). Para decidir quando concentrar esforço em contas, o texto sobre ABM é o ponto de partida.

Em sua página sobre ABM, o LinkedIn também sugere começar pequeno e buscar padrões de setor, porte e perfil entre os clientes mais bem-sucedidos. Isso oferece um critério objetivo para a camada de perfil parecido, porque permite ampliar a lista além das contas já conhecidas.

Três critérios para escolher as empresas

A planilha de seleção tem uma linha por empresa e uma nota de 0 a 2 em cada critério. A escala é arbitrária e serve apenas para ordenar. A tabela traz exemplos de leitura, e a pontuação mostrada adiante é hipotética.

CritérioPerguntaNota 0Nota 2
PotencialEsta empresa se parece com os clientes que mais rendem para nós, em setor, porte e necessidade?Perfil distante dos melhores clientesPerfil muito próximo e com necessidade visível
AcessoTemos contato, indicação ou alguém no comercial que conheça a empresa? Há decisores no LinkedIn?Nenhum caminho conhecidoRelacionamento ativo ou decisores identificados
HistóricoJá houve proposta, conversa, teste ou cliente anterior?Nenhum contato prévioConversa recente ou motivo claro para retomar

Uma recusa clara não deve ser lida como nota 0 em histórico. Nesse caso, marque a empresa como exclusão temporária e decida com o comercial quando ela pode voltar a ser considerada.

Um exemplo hipotético: uma empresa de software de gestão financeira avalia uma rede de clínicas com perfil parecido com o de seus melhores clientes (potencial 2), sem contato (acesso 0) e com uma proposta parada há um ano (histórico 1). A soma é 3. Outra empresa, com perfil mediano (1), um contato no comercial (2) e uma conversa recente (2), soma 5 e entra antes. A soma não prevê resultado. Ela apenas dá ordem a uma discussão que costuma ficar na intuição.

As empresas de nota mais alta formam a camada prioritária. As demais, com potencial 1 ou 2, podem compor a camada de perfil parecido para aproximar o público do tamanho que a plataforma sugere. Há ainda uma ressalva sobre clientes atuais: o LinkedIn recomenda, no Contact Targeting, excluir clientes existentes de campanhas de prospecção, então vale definir com o comercial quem entra, quem sai e quem vira campanha de expansão.

Como medir se as contas avançam

Cliques e impressões dizem pouco sobre o que importa em contas, que é se a empresa se moveu no processo comercial. Monte um painel com as empresas nas linhas e os estágios nas colunas (sem contato, conversa iniciada, reunião, proposta, cliente). Registre o estágio de cada uma antes da campanha e em datas fixas depois, indicando também a camada a que a conta pertence.

  • Defina a data de corte antes de começar e use a mesma janela, por exemplo 90 dias, para todas as contas.
  • Conte as contas que mudaram de estágio dentro da janela, separadas por camada, além dos leads que chegaram.
  • Se possível, mantenha um grupo parecido de contas fora da campanha para comparação, sabendo que ele nunca será idêntico.
  • Anote ações paralelas do comercial, como ligações e eventos, porque elas também movem contas.

Mesmo com esse cuidado, o painel mostra associação, que não prova causa. Uma conta que avançou depois da campanha pode ter avançado por outro motivo, e um ciclo de venda longo pode deixar o efeito para depois da janela. Leia o painel como evidência para ajustar a lista. Se você ainda avalia se o canal faz sentido, o texto sobre quando anunciar no LinkedIn em B2B ajuda a organizar essa decisão.

Monte a lista antes de abrir a campanha

Liste de trinta a cinquenta empresas que você gostaria de ter como clientes, pontue cada uma nos três critérios junto com quem vende e marque o estágio atual. Em seguida, escreva o padrão de setor e porte dos seus melhores clientes e estime quantas outras empresas com esse perfil você conseguiria listar. Compare o total com a orientação de tamanho do LinkedIn e com o alcance estimado no Campaign Manager. Se a diferença for grande, decida entre ampliar com a camada de perfil parecido ou tratar as contas do topo por abordagem direta do comercial.