Estratégia
Proposta de agência de SEO: o que precisa estar escrito antes de assinar
Antes de aprovar uma proposta de SEO, vale checar se ela descreve entregas verificáveis, define os acessos necessários e evita promessas que o Google não sustenta. Este roteiro ajuda a decidir item por item.

Uma proposta de SEO merece aprovação quando descreve o que será feito, como cada entrega poderá ser conferida, quais acessos serão necessários e quais são os limites do trabalho. Merece recusa quando promete posição, esconde o método ou depende de práticas que o Google classifica como spam. Entre os dois extremos fica a renegociação. Este texto trata de uma proposta específica, avaliada item por item. Para comparar modelos de contratação, há o artigo agência ou time interno.
O que o Google afirma e o que isso muda no contrato
Segundo o Google, não há garantia de que um site específico entre no índice, e não existe segredo que o coloque automaticamente em primeiro lugar. Em outra página, sobre contratar SEO, a empresa diz que a contratação pode melhorar a visibilidade e poupar tempo, mas que há risco de dano ao site e à reputação quando o profissional é irresponsável. Ela afirma ainda que ninguém pode garantir o primeiro lugar e que técnicas contrárias às políticas de spam podem rebaixar o site ou removê-lo do índice.
Na mesma página, o Google cita serviços úteis oferecidos por agências e consultores, entre eles revisão de conteúdo e estrutura do site, aconselhamento técnico, desenvolvimento de conteúdo e pesquisa de palavras-chave. Daí decorre uma leitura prática para o contrato: o que se pode escrever com segurança são atividades e critérios de avaliação, e não uma colocação nos resultados. O Google também informa que algumas mudanças levam horas e outras vários meses para aparecer. Por isso, questione qualquer prazo fixo de retorno apresentado como certeza.
Checklist para marcar aprovar, renegociar ou recusar
Para comparar as entregas, propomos a tabela abaixo: cada linha da proposta precisa ter uma forma de verificação. Os alertas indicam pontos a questionar e não provam, por si sós, que a agência age de má-fé. Se uma entrega não tem nenhuma evidência possível, trate-a como pendência.
| Entrega | Evidência verificável | Acesso exigido | Sinal de alerta |
|---|---|---|---|
| Auditoria do site | Documento com o que foi analisado, problemas encontrados e estimativa do esforço de correção | Somente leitura no Search Console nessa etapa | Garantia de primeiro lugar ou auditoria sem descrição do que foi analisado |
| Pesquisa de palavras-chave | Lista com a lógica de escolha, ligada ao que o seu cliente procura | Nenhum além do que você já compartilha | Lista genérica, sem relação com o seu público |
| Ajustes técnicos | Registro de cada alteração: o que mudou, onde e por quê | Escrita no site só depois de acordada, com explicação de cada mudança | Mudanças que a agência não quer explicar |
| Conteúdo | Pauta, responsável, critério de revisão e política sobre texto copiado ou gerado em massa | Publicação no seu CMS, se combinada | Volume alto de páginas sem objetivo claro para o leitor |
| Links | Descrição de como serão conquistados, como serão qualificados quando pagos e a quem pertencem | Nenhum | Compra de links para ranqueamento, trocas excessivas, exigência de link para a agência |
| Relatório | Métricas definidas antes, janela de comparação e o que foi alterado no período | Leitura de Search Console e analytics | Relatório só com posições e sem relação com o negócio |
Marque aprovar quando as colunas de evidência e acesso estiverem preenchidas e sem alerta. Marque renegociar quando faltar evidência ou quando o acesso pedido for maior que o necessário para aquela etapa. Marque recusar quando houver promessa de posição, alegação de relação especial com o Google ou links comprados para ranqueamento. Para decidir sobre a proposta inteira, comece pelas linhas marcadas como recusar: se houver alguma, a agência precisa remover o item por escrito para que você reavalie, ou a resposta é recusar. Se houver apenas linhas para renegociar, devolva a lista de pendências e aprove somente depois de receber as respostas por escrito.
Links e conteúdo: onde a proposta pode esconder risco
O Google cita como spam a compra e venda de links para ranqueamento, a troca excessiva de links e o uso de programas automáticos para criá-los. Ele reconhece que comprar e vender links faz parte da publicidade e do patrocínio na web, e que isso não viola suas políticas desde que os links sejam qualificados com atributos como nofollow ou sponsored. Se a proposta fala em pacotes de links, peça a origem de cada um e a forma como serão qualificados. Vale lembrar também que, segundo o Google, você nunca deveria precisar linkar para quem presta o serviço de SEO.
Em conteúdo, o Google trata como abuso a geração de muitas páginas com o objetivo principal de manipular buscas, independentemente de como foram criadas. Em vez de aceitar uma meta de quantidade, pergunte quem é o leitor de cada página e o que ela resolve para ele. Como o Google lembra que o contratante responde pelas ações das empresas que contrata, vale exigir que a explicação do método esteja por escrito.
O que perguntar antes de assinar
O Google sugere perguntar à agência que resultados ela espera e em qual janela, como mede o próprio sucesso, se segue as diretrizes de busca e se compartilhará as mudanças feitas no site com o raciocínio por trás delas. Sugere também consultar referências de clientes anteriores. Quando a agência usa ferramentas de terceiros, o Google informa que não as avalia nem as endossa, então as recomendações delas devem ser conferidas na orientação oficial antes de mudanças relevantes.
Pegue a proposta que está na sua mesa e preencha a tabela acima, com uma linha para cada item prometido. Anote quais linhas ficaram sem evidência verificável e quais têm sinal de alerta. Com esse levantamento, envie à agência a lista de pendências por escrito e decida entre aprovar, renegociar ou recusar conforme as respostas. Para definir depois como acompanhar as entregas ao longo do contrato, o artigo cobrar resultado da agência continua o raciocínio.

